
Matéria adaptada do Jornal da Ciência de 18/03/2009

Matéria adaptada do Jornal da Ciência de 18/03/2009
O professor e o diretor da escola, o colégio Princesa Isabel, em Botafogo (zona sul), foram intimados pela Polícia Civil para depor sobre o caso, que aconteceu na semana passada, segundo a 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo). A experiência realizada usou um método de tortura para ensinar estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental em experiência de laboratório de Ciências no tradicional Colégio Princesa Isabel Redentora, em Botafogo. Segundo relato do pai, o professor teria separado a turma em grupos. Em cada um, um estudante deveria cobrir a cabeça com um saco, enquanto outro colega cronometraria o tempo de resistência do colega sem respirar ar puro. Assim como na postagem anterior (Estudante de Biologia Morre em Zoológico), essa foi mais uma experiência mal sucedida, onde os riscos foram minizados. Levando a consequências que poderiam ter sido evitadas.
O fato de realizar uma experiência (pela experimentação) não garante por si só uma melhor aprendizagem. Existem outros fatores que devem ser levados em consideração, embora não vou entrar no mérito, um deles, são os fatores de risco.
O estudante de Biologia (último ano) Erik Arrieta , 29 anos, trabalhava em um zoológico em Caracas, na Venezuela. Foi morto por uma cobra de mais de três metros de comprimento e 30 quilos (uma Píton), no último sábado (23). Consta que Arrieta não tomou as devidas precauções e ter violado as regras de segurança. Segundo os representantes do zoológico o estudante resolveu cometer um conjunto de imprudências ao entrar na cova da cobra, como:
* entrar sozinho,
* de madrugada,
* sem ferramentas de manipulação adequadas.
A píton asiática picou o estudante e em seguida o enroscou, sufocando-o. Os colegas de trabalho só descobriram o incidente no dia seguinte, quando a cobra tentava estava engolindo a cabeça de Arrieta. Segundo o jornal venezuelano "El Universal", Arrieta havia dito a colegas que pretendia "domesticar" o animal. "Esse animal eu domino, vão ver logo", teria dito Arrieta em diversas ocasiões.
Segundo o diretor do parque, Javier Hernández, o incidente é inédito e apenas aconteceu devido à violação das regras. "O jovem subestimou o instinto do animal", disse Hernández ao "El Universal".
O que podemos aprender:
Sempre é bom não desprezar os riscos de algo que não conheçamos direto. Sempre buscar a orientação adequada, seja na manipulação de animais, de reagentes, com a eletricidade, com experimentaçõesetc. Procure sempre saber suas limitações e respeitá-las. Obedeça as normas, elas existem para a proteção.
Nem sempre o conhecimento que temos é suficiente para lidarmos com as diferentes situações que se nos apresentam. Ensinar esse tipo de coisa está no nível atitudinal, e é complicada pois não está no currículo de nenhuma disciplina, mas é necessária em todas.
Na próxima vez que levar seus alunos ao laboratório observe a postura, observe se obedecem as regras de segurança e observe a sua postura. Caso seja aluno, procure reconhecer as normas existentes, se elas estão visíveis, se todos conhecem.
Importante: As atitudes são melhor geradas se você as desenvolver primeiro.