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quinta-feira, 19 de março de 2009

Erro Grave em Livro Didático

O Livro de Geografia da Sexta série distribuído aos alunos e professores da rede pública do estado de São Paulo, continha um mapa da América do Sul com dois Paraguais e sem o Equador. Em retratação, o governo mandou substituir cerca de 500.000 exemplares.
Segundo a Secretaria de Educação do Estado, a Fundação Vanzolini, responsável pela elaboração dos mapas e do projeto gráfico das apostilas, já está elaborando o novo material para corrigir todos os erros. Este erro repercutiu inclusive nos países vizinhos, como Argentina e Uruguai. Quando questionado sobre sobre a conferência do material um dos autores do caderno, o geógrafo Jaime Tadeu Oliva, assim respondeu.
- Todo mundo procura conferir, mas você está conferindo um monte de coisa. Você vai imaginar que os países de um mapa original que forneceu, que está perfeito, foram trocados de lugar?
Argumento que não justifica. Melhor conferir para evitar esse vexame.
Afinal, essa assessoria custou aos cofres públicos ...


Matéria adaptada do Jornal da Ciência de 18/03/2009

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ZORRA TOTAL NO VESTIBULAR UFAC

Esse texto foi produzido pelo professor João Bosco, no Blog do Altino no dia 21/11/2008, e que aqui republico na íntegra.
"Copiar questões de outros vestibulares não é uma prática recente em vestibulares da UFAC. Acompanho o exame desde 1988 e, ano após ano, encontram-se questões que, quando não são cópias fidedignas das originais, são maquiagens grosseiras, às vezes contendo até erros de português.
A prova de Língua Portuguesa é um "espetáculo" à parte. A do vestibular de julho deste ano é um libelo da incompetência reinante entre os professores que se recusam a reconhecer suas limitações técnicas para elaborar itens com as características exigidas por uma avaliação de nível médio, como o vestibular. Das 15 questões que compuseram a prova, 12 são comprovadamente copiadas, a saber:
- vestibular da FUVEST-SP (1997): questão 17;
- vestibular da FUVEST-SP (1998): questão 14;
- vestibular da FUVEST-SP (1999): questões 11, 12, 13, 15, 16, 21 e 22;
- vestibular do ITA-SP (1991): questão 20;
- vestibular da UM-SP (1994): questão 23;
- vestibular da PUC-RS (1993): questão 24.
Há um detalhe interessante relativo à questão 24, copiada da PUC-RS. O professor "autor" prejudicou muitos vestibulandos, pois divulgou uma resposta errada e manteve-a até o final do processo seletivo. Estranhamente a Copeve não colocou as provas à disposição no site da UFAC, divulgou apenas o gabarito.
Neste último vestibular, realizado em 14 e 15 de dezembro, o procedimento do plágio foi novamente utilizado, mas chega a ser um "detalhe" comparado a problemas de natureza teórica. Na prova de Língua Portuguesa, há três questões cujas respostas divulgadas pela banca examinadora não se sustentam. A questão 24, por exemplo, é uma agressão incomensurável à inteligência de discentes e docentes e, sobretudo, aos compêndios literários. O enunciado pede ao aluno que aponte, entre cinco afirmações, aquela que não pode ser feita sobre o livro "O empate", de Florentina Esteves. Entre as quatro afirmações que não servem como resposta - mas que são verdadeiras, segundo o raciocínio aplicado no enunciado -, encontra-se esta: "... o romance 'O empate' (...) apresenta a mulher indígena como personagem nunca antes valorizada nas narrativas de autoria masculina". Em outras palavras: Florentina Esteves superou - nada mais, nada menos! - José de Alencar, para ficarem os apenas na menção de um autor mais conhecido, de um autor "menor" do espectro literário brasileiro.
Em vestibulares sérios, após a aplicação das provas os professores que elaboram as questões apresentam as respectivas respostas com comentários, justificativas. É um procedimento elementar: se o professor propõe um item avaliativo aos alunos, espera-se que ele saiba resolvê-lo e fundamente sua resposta. No vestibular da UFAC, os "autores" dos itens sentem-se agredidos quando se faz qualquer questionamento, mas são incapazes de redigir um fundamento teórico justificando o que propuseram como avaliação. O dom da infalibilidade lhes toma o corpo até a medula óssea. Oxalá o episódio de agora torne esses "autores" seres menos divinos, mais próximos de nossa falível natureza humana!
Sua Magnificência, Olinda Batista, tem uma oportunidade ímpar de promover ações há muito necessárias ao aprimoramento do vestibular da UFAC. Essas ações não compreendem apenas aspectos relativos à organização e infra-estrutura. A mais urgente, revelada pelo episódio do plágio de questões, é justamente aquela que muitos não percebem: definir ao menos um esboço mínimo do perfil de aluno que a instituição deseja receber em seus cursos. Esse perfil é essencial quando a universidade discute, por exemplo, as diretrizes para a melhoria da qualidade de ensino.
Nesse sentido, é importante a reitoria não se deixar embevecer pelo clima moralizante instaurado após a divulgação das irregularidades. Visando à elaboração de questões inéditas, sem a devida reflexão corre-se o risco da ressurreição de mentalidades jurássicas que já reinaram em vestibulares da UFAC e, qualitativamente, em nada contribuíram. Tome-se como exemplo o exame de 1997. Após fraude grosseira que culminou com a anulação total do processo seletivo, novas provas foram elaboradas. É bem verdade que a maioria das questões já não primava pela qualidade e a escassa qualidade existente já era fruto de plágio, mas, no geral, as novas provas conseguiram piorar o que já era ruim. Em uma das questões de Língua Portuguesa, pediu-se aos vestibulandos que apontassem o plural da palavra "ancião", segundo a norma gramatical. Três são as formas de plural registradas em português: "anciãos", "anciães" e "anciões". Como podemos observar, esse tipo d e questão exige do vestibulando uma habilidade tão rebuscada, tão sofisticada quanto "analisar o caráter sistêmico da menstruação das baratas" e "compreender a importância da influência da décima sétima lua de Júpiter no ciclo menstrual das formigas-saúvas africanas". Esse tipo de questão "inédita" revela-nos pelo menos três problemas comprometedores: 1) o elaborador desconhece o teor dos Parâmetros Curriculares Nacionais, documento oficial que fundamenta o currículo do ensino médio brasileiro. O que significa dizer que ele desconhece a realidade do público ao qual se destina a avaliação; 2) o elaborador não domina os rudimentos básicos que norteiam a formulação de um item avaliativo; 3) o elaborador age de má-fé, uma vez que, sendo sabedor de sua inabilidade técnica para executar a tarefa que lhe foi incumbida, aceita-a prontamente como se fora capaz de realizá-la, desprezando de maneira irresponsável o fato de prejudicar a trajetória de muitos estudantes.
É importante, também, que a reitoria da UFAC revele o nome dos professores-copistas e responsabilize-os de fato. A julgar pelas últimas declarações do presidente da Copeve, o velho corporativismo que corrói a estrutura da instituição já começa a dar as caras. Em entrevista a um periódico local, o atabalhoado dirigente disse que "o plágio pode ter ocorrido por falta de tempo dos professores para elaborar questões inéditas". A declaração é um acinte. Falta aos eminentes professores tempo para elaborar itens inéditos, mas não lhes faltam tempo e disposição para receber a remuneração por algo que não fizeram. O decadente programa "Zorra Total" é uma revolução humorística sem precedentes, comparado a uma pérola dessas."
Como diz Boris Casoy "É uma Vergonha"

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Experiência Mal-Sucedida

O professor e o diretor da escola, o colégio Princesa Isabel, em Botafogo (zona sul), foram intimados pela Polícia Civil para depor sobre o caso, que aconteceu na semana passada, segundo a 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo). A experiência realizada usou um método de tortura para ensinar estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental em experiência de laboratório de Ciências no tradicional Colégio Princesa Isabel Redentora, em Botafogo. Segundo relato do pai, o professor teria separado a turma em grupos. Em cada um, um estudante deveria cobrir a cabeça com um saco, enquanto outro colega cronometraria o tempo de resistência do colega sem respirar ar puro.
Fontes:
Folha on line, 26/08/2008
O Dia on line, 26/08/2008

Para quem não reconhece a técnica de tortura do saco, é só rever o filme Tropa de Elite, que mostra claramente tal uso. Aqui a retrato com a imagem abaixo:

Assim como na postagem anterior (Estudante de Biologia Morre em Zoológico), essa foi mais uma experiência mal sucedida, onde os riscos foram minizados. Levando a consequências que poderiam ter sido evitadas.

O fato de realizar uma experiência (pela experimentação) não garante por si só uma melhor aprendizagem. Existem outros fatores que devem ser levados em consideração, embora não vou entrar no mérito, um deles, são os fatores de risco.

Por melhor que seja a intenção é sempre bom planejar, consultar outrso sobre o experimento, trocar idéias, replanejar, trocar os sujeitos, verificar as condições de saúde dos participantes, etc.

Opto por indicar o presente artigo para se discutir durante a formação de professores técnicas e segurança no laboratório. Como também discutir com os alunos de Ensino Médio a segurança deles, ao discutirem métodos adequados de se experimentar e a obediência as regras experimentais.
Algumas perguntas devem ser realizadas antes de uma determinada prática:

O que pretendo com está prática?

É relevante?

Existe(m) algum(ns) risco(s)? Qual(is)?

É possivel minimizá-lo?

Existem alternativas de experimentação para demonstrar tal fenômeno?

É necessário?

Então posso mudar a técnica de participativa para demostrativa?

Que nível de letramento tal experimento possibilitará aos discentes?

O que fazer com os resultados experimentais?

Estou preparado para incidentes (caixa de primeiro socorro, telefone do SAMU, de uma farmácia próxima), caso um imprevisto?

Sei como proceder?

Estas perguntas são importantes, e devem ser levadas em conta no planejamento de uma determinada prática experimental. Elas não impedirão acidentes, mas o risco acontecer é bem menor, além da forma de estar melhor preparado para lidar com o inesperado.

Aqui vale a velha máxima:

CAUTELA & CALDO de GALINHA - nunca fez mal a ninguém.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Estudante de Biologia Morre em Zoológico

O estudante de Biologia (último ano) Erik Arrieta , 29 anos, trabalhava em um zoológico em Caracas, na Venezuela. Foi morto por uma cobra de mais de três metros de comprimento e 30 quilos (uma Píton), no último sábado (23). Consta que Arrieta não tomou as devidas precauções e ter violado as regras de segurança. Segundo os representantes do zoológico o estudante resolveu cometer um conjunto de imprudências ao entrar na cova da cobra, como:

* entrar sozinho,


* de madrugada,

* sem ferramentas de manipulação adequadas.

A píton asiática picou o estudante e em seguida o enroscou, sufocando-o. Os colegas de trabalho só descobriram o incidente no dia seguinte, quando a cobra tentava estava engolindo a cabeça de Arrieta. Segundo o jornal venezuelano "El Universal", Arrieta havia dito a colegas que pretendia "domesticar" o animal. "Esse animal eu domino, vão ver logo", teria dito Arrieta em diversas ocasiões.

Segundo o diretor do parque, Javier Hernández, o incidente é inédito e apenas aconteceu devido à violação das regras. "O jovem subestimou o instinto do animal", disse Hernández ao "El Universal".

O que podemos aprender:

Sempre é bom não desprezar os riscos de algo que não conheçamos direto. Sempre buscar a orientação adequada, seja na manipulação de animais, de reagentes, com a eletricidade, com experimentaçõesetc. Procure sempre saber suas limitações e respeitá-las. Obedeça as normas, elas existem para a proteção.

Nem sempre o conhecimento que temos é suficiente para lidarmos com as diferentes situações que se nos apresentam. Ensinar esse tipo de coisa está no nível atitudinal, e é complicada pois não está no currículo de nenhuma disciplina, mas é necessária em todas.

Na próxima vez que levar seus alunos ao laboratório observe a postura, observe se obedecem as regras de segurança e observe a sua postura. Caso seja aluno, procure reconhecer as normas existentes, se elas estão visíveis, se todos conhecem.

Importante: As atitudes são melhor geradas se você as desenvolver primeiro.